quinta-feira, 30 de junho de 2016

O FARSANTE









































CÂNDIDO ROSA “POESIA”

O FARSANTE

De chapéu e todo bem aperaltado,
Desce à rua para ir ganhar a vida,
Entra na tasca sempre humorado,
Mas vai pregar mais uma partida,
A qualquer um pobre desgraçado.


Encostado ao balcão, fica à espera.
Lá chega mais um e mete conversa,
Faz que o conhece já de outra era,
E mostrando que dele se interessa,
Com as artimanhas da melhor fera.

A vítima ao sentir-se bem tratada,
Pede para ambos comida e bebida.
O farsante com manha preparada,
Come e bebe à custa dele e à saída,
Ainda pede uma nota emprestada.

Há gente assim a viver disfarçada,
Que com mais lata que o ministro,
Vive nos outros muito pendurada,
O que ainda é grave e até sinistro,
É terem uma vida bem governada.

CÂNDIDO ROSA
®
30/06/2016
Foto: Net







terça-feira, 28 de junho de 2016

SONHAR ACORDADO





























ANA ROSA “POETISA”

SONHAR ACORDADO

Quem sonha acordado se inspira,
Mas acaba muitas vezes a dormir,
Com a alma feliz sempre a sorrir,
Da grande paixão com que delira.

A forma que a alma mais rejubila,
Quando essas paixões são secretas,
Que ferem o coração como as setas,
E se é homem sente crescer a ”pila”.

Os sonhos de amor são insensatos,
São como as miragens no deserto,
Que fazem ver tão belas imagens.

Os sonhos tecem cenas com actos,
Que são maravilhas tudo incerto,
Ao acordar perdemos as miragens.

ANA ROSA
®
28/06/2016

Foto: Net

AS AMIZADES DUVIDOSAS





































ANA ROSA (Poetisa)

AS AMIZADES DUVIDOSAS

Se vives bem tens sempre amizades,
Muita gente mais de ti se aproxima,
Mas no mundo há tantas falsidades,
E muita pessoa cheia de habilidades,
A falsa amizade, imenso nos vitima.

Porque há sempre “amigos da onça”,
Que procuram viver à nossa custa,
Vivem sempre como a “geringonça”,
Que sempre de tudo se desengonça,
E no fundo são gente falsa e injusta.

Se tiveres na tua vida um problema,
Essa gente de ti já não se aproxima,
Mas isso não deve causar-te dilema,
Regista esse facto e de forma serena,
Porque era só interesse a sua estima.

Escolhe muito bem quem te convém,
Não aceites esses amigos duvidosos,
Porque eles não gostam de ninguém,
E dizem-nos a tudo sempre o “amem”
E devem ser vistos como asquerosos.

Só é amigo quem connosco é frontal,
Não aquele que sempre nos enaltece,
Porque isso acontece como habitual,
E nem é o caso de nos quererem mal,
O amigo que ajuda nunca te esquece.


ANA ROSA
®
28/06/2016

Foto: Net

segunda-feira, 27 de junho de 2016

FADO DO ENGATE



























ANA ROSA POESIA

O FADO DO ENGATE
 Ele:
Não te valerá a pena refilares,
Se tu queres namorar comigo,
Responde mas ao que te digo,
Para comigo um dia te casares.

Ela:
Não sejas tão reles orgulhoso,
Mulher como eu nunca terás,
E não olhes nunca para trás.
Porque também és mentiroso.

Ele:
Eu sou a pessoa que te convém,
Disso podes ter bem a certeza,
Eu farei de ti a minha princesa,
E poderás ser a rainha também.

Ela:
Se tu não fosses tão peneirento,
Poderias ter sempre mais sorte,
A casar contigo, antes a morte,
Tu só tens é muito atrevimento.

Ele:
Cachopa tu estás tão enganada,
Eu sou o homem que te convém,
Minha mulher só tu ou ninguém,
E serás sempre a mulher amada.

Ela:
Já ouvi falar muito mentiroso,
E como tu não mente ninguém,
Não faças juras a mim também,
Tu nunca serás um bom esposo.

ANA ROSA
®
27/06/2016

Foto: Net

domingo, 26 de junho de 2016

SABER FAZER JUSTIÇA







































ANA ROSA POESIA

SABER FAZER JUSTIÇA

Fazer justiça é um dever primordial,
Seja a um cadastrado cruel assassino,
Seja ao delinquente primário menino,
Fazer sempre a justiça é fundamental.

Ao julgar é preciso apurar a verdade,
E sem ultrapassar o tempo adequado,
Mas, é a quem confessa todo o pecado,
Que o juiz deve condenar com piedade.

Só deve julgar quem é puro e honesto,
E fiel cumpridor das Leis da sua Nação,
Porque não é infalível a justiça humana.

Quando a má justiça é alvo de protesto,
É porque ela funciona fora da sua razão,
Ou age de forma tão demorada e insana.

ANA ROSA
®
26/06/2016

Foto: Net

GRAÇAS AO ENSINO





















ANA ROSA POESIA

GRAÇAS AO ENSINO!

Graças ao ensino sabemos como viver,
E aprendemos a caminhar livremente,
Ao cair é levantar e seguir em frente,
Nesta vida tudo nos poderá acontecer.

Hoje seremos nós a ajudar quem pedir,
Mas saberemos muito bem o que fazer,
Ajudamos sem nada em troca receber,
E da melhor maneira que se conseguir.

Poderemos ter dificuldade de ensinar,
Só ajudamos com aquilo que sabemos,
Sempre com boas normas e humildade.

Quem crê em Deus pode com Ele contar,
Ele só nos dá aquilo que Lhe merecemos,
E tratar o próximo sempre sem maldade.

ANA ROSA
®
26/06/2016

Foto: Net

quinta-feira, 16 de junho de 2016

POETA NÃO QUEM QUER

























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Poeta não é quem quer!

Ser poeta não é apenas escrever,
Se a arte da poesia não for a sua,
Ao escrever fica pobre quase nua,
Porque só a alma o faz poeta ser.

As palavras do poeta são sentidas,
Nascem espontâneas e bem vivas,
São discretas mas sempre incisivas,
É pura beleza que as faz queridas.

É pureza consistente que faz sorrir,
Quem serenamente lê esses versos,
Tecendo cenas de pura maravilha.

Mostram a sua clara magia a fluir,
Pelos belos sentimentos expressos,
E pela graça com que os rendilha.

Torres Novas, 16/06/2016

Foto: Net

quarta-feira, 15 de junho de 2016

DEAMBULANDO PELA VIDA



























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Deambulando pela Vida!

Só no espelho vemos a nossa imagem,
E só no caminho damos nossos passos,
A vida é como a maravilhosa viagem,
Andamos por trilhos bons ou devassos,
E condicionados pela nossa linhagem,
Recebendo de amigos os seus abraços.

Vivemos enquanto temos a respiração,
Ansiamos ser ricos e ter muito dinheiro,
Repudiamos o que fere o nosso coração,
Corremos para chegarmos em primeiro,
A quem nos pede damos nossa opinião,
Ajudamos em tudo o amigo verdadeiro.

Somos sempre firmes buscando o amor,
Corrigimos quem no mau caminho erra
Amamos a família e Deus Nosso Senhor,
Amanhamos devidamente a nossa terra,
Perdoámos quem nos causou mal e dor,
Mas repudiamos o terrorismo e a guerra.

Torres Novas, 15/06/2016

Foto:Net

A VIDA RODOPIA







































Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

A Vida Rodopia!

Quando era jovem tinha aspirações,
E desejava ter os meus dezoito anos,
De ser depressa maior, tinha planos,
Tinha, a cabeça cheia de confusões.

Já não gostava nada de ser pequeno,
E andar sempre a fugir dos matulões,
Não me deixavam ir à rua aos serões,
Ficava lá em casa, impávido e sereno.

Mas esta vida rodopia de tal maneira,
Que tinha vinte e oito quando lembrei,
Aquela antiga aspiração da juventude.

Já antes disso tinha feito tanta asneira,
Era casado, dois filhos e boa vida de rei,
A vida rodopia e mudamos de atitude.

Torres Novas, 15/06/2016

Foto: Net

terça-feira, 14 de junho de 2016

AMAR A ALGUÉM



































Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Amar a Alguém!

Amar alguém é dar o seu amor,
A quem e sinceramente se ama,
É sentir no coração uma chama,
Dum fogo que dá prazer e calor.

É fogo faz a nossa alma desejar
Viver com a amada com paixão,
Porque o bater forte do coração,
Faz-nos sentir a paixão a vibrar.

Amar alguém é como um poema,
Que só de ler nos seduz e encanta,
Com uma rima de celestial prazer.

Quem ama sem fé tem um dilema,
Para tudo é preciso coragem santa,
Quem ama sabe que amar é sofrer.

Torres Novas, 15/06/2016

Foto: Net

segunda-feira, 13 de junho de 2016

FADO DO MILAGRE































Relicário do Fado
Autor: Manuel Mar

Fado do Milagre!

Sinto a vida desgraçada,
Oh! Meu Santo Antoninho,
E trago a alma arrasada,
Falta-me um dinheirinho.

A vida é um pandemónio,
Nem sei que hei-de fazer,
Estraguei o meu harmónio,
Tenho um grande padecer.

Até pensei ir ao cirurgião,
E vender um órgão meu,
Tal como anda a situação,
Só com o milagre do céu.

Tu meu Santo Milagreiro,
Podias dar-me um amor,
Ou então algum dinheiro,
Eu já Te peço e por favor.

Esta vida não anda boa,
Nem vale a pena cá viver, 
É pior do que se apregoa,
E só Tu me poderás valer.

Meu rico Santo Antoninho,
Estou numa grande aflição,
Faz daí o meu milagrinho,
Ou arranja-me um patrão.

Torres Novas, 14/06/2016
Foto: Net

MARCHA DE SANTO ANTÓNIO







































Relicário das Canções                              
Autor: Manuel Mar.
 
Marcha de Stº António!
 
Ao Santo mais popular,
Só um milagre pedimos,
Vem cá connosco bailar,
Que te daremos mimos.
 
Todos vamos a marchar,
Todo povo canta e salta,
Com foguetes a estalar,
Está feliz toda-a-malta.
 
O nosso santo é folião,
Quer a gente a dançar
A cantar com devoção,
Para Ele de nós gostar.
 
Aos pares de namorados,
Já o Santinho milagreiro,
Fê-los ser bem-amados,
Mas há falta do dinheiro.
 
Esta marcha ao desfilar,
Tem graça e tanta cor,
Todos dançam com par, 
Bailando com seu amor.
 
Torres Novas, 12/06/2016
Foto: Net

PRAZERES DA VIDA



























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Prazeres da Vida!

Não há melhor do que ir ao cinema,
Para bem se gozar ao ver tanta fita,
Toda a moça leva o vestido de chita,
Mas antes da fita vimos muita cena.

Gente com ar de inteligente à frente,
Garinas bem pouco vestidas ao lado,
Muito melhor que ir às casas do fado,
Ali é que a gente se vê mais contente.

Sempre gostei muito de ir ao cinema,
Antigamente ia até ao Monumental,
Mas sempre acaba tudo o que é bom.

Há muito que já mudei o meu lema,
O mundo da noite anda tão infernal,
Meu ouvido não aguenta o alto som.

Torres Novas, 13/06/2016

Foto: Net

PORQUE É QUE CHORAMOS







































Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Porque é que Choramos!

“Tudo o mal nos faz sofrer…”
E choramos:
Porque nos dói!
Por ver alguém sofrer!
Quando temos alegrias!
Quando acabámos de perder!
Quando alguém nos ganha!
Quando temos uma surpresa!
Quando alguém vai partir!
Quando vimos grande pobreza!
e…
Até choramos quando nos fazem rir!
E mais choramos quando alguém nosso
Entrega a sua alma ao Criador…
Conclusão:
Há quem chore por tudo e por nada!

Torres Novas, 13/06/2016
Foto: Net

domingo, 12 de junho de 2016

PELOS CAMINHOS DA VIDA


























Mundo da Poesia
Autor: Manuel Mar.

Pelos Caminhos da Vida!

Todos os caminhos da nossa vida,
Passam por muitas encruzilhadas,
Temos que escolher logo à partida,
Qual é a via que parece preferida,
Sem nos perdermos pelas estradas.

Podemos seguir apenas sozinhos,
Mas será melhor levar companhia,
Esta vida contém muitos espinhos
Porque o desastre pelos caminhos,
Acontece a qualquer hora do dia.

Quem faz a vida sem companhia,
Pode ter medo de viver a solidão,
Viver sozinho não origina alegria,
Sofre de silêncio durante o seu dia,
E á noite sente muito a escuridão.

A nossa vida nasceu predestinada,
Para no seio duma família se viver,
E a criança precisa de ser ajudada,
Enquanto ela não sabe fazer nada,
Até quando ela se souber defender.

Quem tem filhos tem seus cadilhos,
Quem os não tem seus cadilhos tem,
Porque não há vida sem os sarilhos,
O velho pode ter amparo dos filhos,
Ninguém sozinho pode morrer bem.

Torres Novas,13/06/2016

 Foto: Net

O FADO PORTUGUÊS





















Relicário do Fado
Autor: Manuel Mar.

O Fado Português!

O fado que hoje se entoa,
Já não é nada do que era,
Como o cantava a Severa,
Quando viveu em Lisboa.

Atravessou dias tão maus,
Que o pobre marinheiro,
Recebia pouco dinheiro,
Era um escravo das naus.

Quando a nau fundava,
No cais da grande Lisboa,
O marinheiro vivia à toa,
E lá pelas tascas cantava.

Eram noites de rambóia,
A beber a cantar o fado
Do seu viver desgraçado,
De que restou a memória.

Fazia a vida como maltês,
De que o fado não destoa,
Porque só seu fado entoa,
Que Deus o fez português.

Torres Novas, 12/06/2016

Foto: Net